Trip Hop
O Trip Hop combina beats de hip-hop desacelerados, geralmente entre 80 e 100 BPM, com samples de jazz, soul e dub, baixos pesados e uma produção fortemente atmosférica e cinematográfica. As faixas costumam apresentar vocais melancólicos ou sussurrados, scratches de vinil, texturas granuladas e arranjos minimalistas que criam um clima introspectivo, quase noir. Há forte influência de técnicas de sampling e colagem sonora, o que confere ao estilo uma sensação de colagem temporal, unindo referências do passado a uma produção eletrônica contemporânea. Nos festivais psicodélicos, o Trip Hop aparece nas áreas de chillout como uma sonoridade sofisticada e relaxante, ideal para momentos de contemplação, socialização tranquila e descanso entre os períodos de maior intensidade na pista.
O Trip Hop surgiu em Bristol, Inglaterra, no início dos anos 1990, a partir de uma cena musical que unia influências do hip-hop americano, do dub jamaicano, do soul e da música eletrônica emergente. Bandas e produtores locais desenvolveram uma sonoridade própria, mais lenta e melancólica que o hip-hop tradicional, ganhando notoriedade internacional ao longo da década. O gênero rapidamente se espalhou para além do Reino Unido, influenciando produções ao redor do mundo e se tornando um dos pilares sonoros das áreas de chillout em festivais eletrônicos e psicodélicos desde os anos 2000, quando essas áreas começaram a ganhar curadoria e programação próprias dentro dos grandes eventos.