Full-On
O Full-On é a vertente melódica e eufórica clássica do Psytrance, com BPM entre 140 e 150, construída sobre basslines saltitantes (conhecidas como rolling bass), leads eufóricos e melódicos, builds dramáticos que constroem expectativa ao longo da faixa e drops explosivos que liberam toda essa energia acumulada. É a sonoridade mais associada ao imaginário clássico da rave psicodélica: colorida, festiva, cheia de picos emocionais e momentos de catárse coletiva na pista. Costuma se dividir em subvertentes como Full-On Morning (mais suave e melódico, ideal para o amanhecer) e Full-On Groove (mais dançante e hipnótico), sendo tradicionalmente tocado durante a manhã e a tarde dos festivais, quando o público busca energia e euforia após noites intensas.
O Full-On consolidou-se em Israel no final dos anos 1990 e início dos 2000 como evolução direta do Goa Trance, absorvendo influências do trance europeu mais melódico e comercial, mas mantendo a psicodelia e a intensidade características da cena psy. Por muitos anos, foi a vertente mais popular do Psytrance mundial, dominando lineups de festivais em todo o planeta e servindo como porta de entrada para milhares de novos adeptos da cultura psicodélica. No Brasil, o estilo teve grande adesão desde os anos 2000, com produtores nacionais como Gabriel Serrasqueiro (Wrecked Machines) alcançando reconhecimento internacional e ajudando a colocar o país no mapa mundial do gênero.