Forest
O Forest Psytrance é um subgênero denso e orgânico, com BPM geralmente entre 145 e 155, marcado por linhas de baixo rolantes e hipnóticas e por uma percussão terrosa que remete a tambores tribais. Seu traço mais característico está no sound design: produtores recriam sons da natureza — insetos, pássaros, vento, água corrente, madeira rangendo — através de síntese e samples, criando a sensação sensorial de estar imerso em uma floresta durante a noite. A atmosfera resultante é misteriosa, hipnótica e ritualística, com estruturas de faixa relativamente diretas para favorecer o transe contínuo na pista, ao contrário da complexidade narrativa do Dark Psytrance. É tradicionalmente tocado à noite, muitas vezes em pistas montadas ao ar livre, cenografias temáticas e ambientes que reforçam essa conexão simbólica com a natureza e com estados alterados de consciência.
O Forest desenvolveu-se a partir de cenas underground do Japão e da Europa no final dos anos 1990 e início dos 2000, como uma leitura mais orgânica e ritualística do Goa Trance e do Dark Psytrance, que já vinham explorando temas espirituais e xamânicos. A ideia de reproduzir sonoramente o ambiente de uma floresta se conectou naturalmente com a estética das festas psicodélicas realizadas em ambientes naturais, como praias e matas, tornando-se marca registrada de grandes festivais internacionais como o Boom Festival, em Portugal, e nacionais como o Universo Paralello, na Bahia. Coletivos regionais brasileiros, como os ligados à cena paraense e à Amazônia, também desenvolveram identidades próprias dentro dessa vertente, unindo a estética Forest a elementos da cultura e da natureza local.